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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

VII Congresso Brasileiro de Agroecologia


Partindo do pressuposto de que há um conjunto de crises que afetam o atual modelo de desenvolvimento, a Agroecologia se propõem como alternativa e está se afirmando cada vez mais como estratégia para o desenvolvimento rural com sustentabilidade multidimensional. Com base em diversas áreas do conhecimento a Agroecologia estuda os processos de desenvolvimento a partir de um enfoque sistêmico, adotando o agroecossistema como unidade de análise, valorizando os sistemas e as lógicas camponesas, e apoiando a transição de modelos agroquímicos e de desenvolvimento rural convencional para estilos de agriculturas e de desenvolvimento rural mais sustentáveis.
Com base nesse entendimento as discussões sobre esse tema têm sido aprofundadas em espaços acadêmicos e no diálogo com as distintas realidades, em que os movimentos sociais e ONGs em rede atuam, buscando uma aproximação entre a teoria e a prática da agricultura familiar agroecológica. Com esse intuito o Congresso Brasileiro de Agroecologia, agora na sua sétima edição, oportunizará a reunião de profissionais, estudantes e agricultores/as de todo o país e do exterior para intercambiar os conhecimentos, as experiências e promover deliberações e orientações para a ação e a construção do conhecimento sob o enfoque agroecológico. Como resultado espera-se um avanço na concepção científica e metodológica da Agroecologia, construída a partir de reflexões coletivas.
A sétima edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia (VII CBA) será realizada na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, numa parceria entre a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), o Governo do Estado do Ceará, através da Secretária de Desenvolvimento Agrário (SDA), o Instituto Agropólos, a Universidade Federal do Ceará, através do Centro de Ciências Agrárias, Centro de Ciências, Centro das Humanidades e Centro de Saúde, a Universidade Estadual do Estado do Ceará (UECE), a Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Ceará (EMATER – CE), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – com suas Unidades no Nordeste – Agroindústria Tropical, Tabuleiros Costeiros, Semiárido, Algodão e Ovino Caprinos – a Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais no Estado do Ceará (FETRAECE), a Fundação Konrad Adenauer, o Núcleo de Trabalho Permanente em Agroecologia da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), o Fórum Cearense pela Vida no Semiárido, a Rede Cearense de ATER, a Associação da Rede Cearense de Agroecologia – ARCA, o Núcleo Tramas, o Instituto de Permacultura e Ecovilas, o Núcleo de Estudos e Pesquisas Permaculturais no Semiárido/NEPPSA/UECE, a Sociedad Española de Agricultura Ecológica – SEAE, entre outras entidades.
Tanto o Estado do Ceará como a região Nordeste tem a oferecer numerosas experiências agroecológicas nas comunidades rurais e em assentamentos, como também um grande número de pesquisas e projetos de extensão em instituições governamentais e não governamentais.
Por sua vez, o Congresso trará para o Estado do Ceará a oportunidade de uma articulação maior entre os estados, do Nordeste e do Brasil, consolidando as redes agroecológicas locais e regionais, dando visibilidade aos projetos exitosos, boas práticas em andamento que poderão ser socializados entre as diversas delegações presentes e divulgados para outros estados e regiões do país impulsionando trabalhos acadêmico-empíricos nas Universidades e Instituições de Pesquisa e Extensão; assim como sistematização de experiências na visão dos/as próprios/as agricultores/as experimentadores/as multiplicadores/as.
Dados disponíveis e Informações no site do Congresso: http://www.cbagroecologia.org/

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vem chuva ai Gente!


Enchente ou cheia é, geralmente, uma situação natural de transbordamento de água do seu leito natural (leito menor), qual seja, córregos, arroios, lagos, rios, ribeirões, provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas. 
A ocorrência de enchentes é mais frequente em áreas mais ocupadas, quando os sistemas de drenagem passam a ter menor eficiência com o tempo se não forem recalculados ou devidamente adaptados tecnicamente. É comum o aumento das destruições devido sobretudo ao adensamento populacional de determinadas áreas sujeitas tradicionalmente a cheias cíclicas.
Como se percebe, as enchentes na maioria das vezes ocorrem como conseqüência da ação humana. Das dificuldades que uma enchente provoca pode-se destacar:
O abandono dos lares inundados, 
A perda de materiais, objetos e móveis inundados ou arrastados pela água, 
A contaminação da água por produtos tóxicos, 
A contaminação da água com agentes patológicos que provocam doenças como amebíase, cólera, febre amarela, hepatite A, malária, poliomielite, salmonelose, teníase entre outras. 
A contaminação de alimentos pelos mesmos agentes patológicos acima citados.

Além das atividades já citadas que colaboram com as formações de enchentes também devemos nos lembrar que as áreas urbanas são mais propícias à enchentes porque o solo dessas regiões são impedidos pelos asfaltos de absorver a água e também pela falta de vegetação ou pouca vegetação que contribui com a sucção da água.

 Ações Mitigadoras: 

- manutenção das áreas verdes existentes e preservação das áreas de preservação permanente; 
- criação de novas áreas verdes para aumentar a permeabilização; 
- construir represas, diques e piscinões, substituindo uma das funções das antigas várzeas, que é aliviar o quadro de inundações nos picos de cheia. Essas estruturas captam a água que ficaria empoçada na cidade, despejando-a pouco a pouco nos rios; 
- assistir a grande massa de pobres da periferia, melhorando o saneamento básico e garantindo a coleta de resíduos sólidos; 
- implementar programa de limpeza intensiva de bueiros e galerias entupidos com lixo jogado pela própria população; 
- estimular a educação ambiental nos órgãos públicos, entidades particulares e escolas; 
- estreitar o relacionamento entre o Poder Público e as associações de bairro; 
- levantar e definir os locais problemáticos em termos de enchentes e criar mecanismos técnicos mais eficazes para a vazão da água; 
- elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor de Drenagem Urbana, estabelecendo os índices de ocupação do solo e os parâmetros para a macrodrenagem urbana; 
- elaborar e implementar plano de contingência e programa de combate a inundações; 
- impedir o acesso de carros e pessoas nos locais críticos nos momentos de grandes precipitações pluviométricas; 
- manter o Poder Público em sintonia com o serviço de meteorologia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia Mundial dos Animais - Fato Verídico

Às vezes precisamos de inspiração para escrever, e daí que a saudade vem.
Vou contar para vocês um pouco da história de duas cachorrinhas que entraram em minha vida e incondicionalmente me deram seu carinho, atenção e amizade.
Eu lembro bem, foi depois do ano novo em 1998, quando minha tia me liga falando que uma amiga dela queria dar uma cachorrinha, porque não tinha aonde deixa-la, se não teria de deixar na rua. Na hora, eu falei, pode mandar que eu quero.
Conversei com a moça, a cachorra já tinha alguns meses, 7 meses se me recordo.E já tinha nome, ou seja, a essa altura do campeonato mudar o nome dela, seria impossível.
Então eis que chega à porta da minha casa, pelas mãos do filho da mulher, que apenas me pediu, cuida dela, por favor! E na mesma hora falei, com certeza que sim. Então chegou até nós a Kelly, no dia 13 de janeiro de 1998 (data que comemorávamos o aniversário dela).
Kelly, em sua casinha (ela tinha 2), por ela destruída (risos), deixe os animais serem sempre eles mesmos.
A gente não se importava com o que ela destruía, o que importava era ela sendo feliz e bem cuidada.


Nunca haverá uma cadelinha tão esperta, ágil e cuidadosa como ela. Ela nos protegia de verdade, ela cuidava de toda a casa, eu sempre brincava que ela pensava que ela era um Doberman, já que ela era um pincher 3, ela era grandinha sim!
Sempre estridente e carinhosa! Nem meu irmão que era pequenino, ela nunca atacou, nunca reagiu. Mesmo quando a gente ficava brava com ela, porque ela destruía tudo! Isso era a diversão dela e a nossa, com certeza. Foram 13 anos de amizade, parece que quando as coisas não iam bem, ela também pressentia daí se tornava mais amável com suas lambidas e cheia de dengo.
Uma vez, eu e minha mãe a vimos latindo muito, apontado com o focinho para a janela do meu quarto, e ela latia, latia e a gente não via nada. Até que fomos à varanda ver, já era noite, quase hora de dormir, e eu não aguentava mais ela pulando na janela do meu quarto, nunca iria conseguir dormir. Chegando lá fora, ela fazia como se não quisesse que fossemos lá fora, até que vimos, havia escorpiões na janela do meu quarto, chamei meu pai, e eles o retirou de lá. Como já havia falado, ela sim cuidava de nós!
Outro detalhe para quem conheceu e lembra-se da Kelly, são os saltos que ela dava, nunca vi gostar tanto de pular, Maria perereca mesmo! Rsrsrs ...
Ela já brigou com cobra gente, e não tinha um pingo de medo. Mais ela tinha medo de uma coisa. Tinha medo dos rapazes do Tiro de Guerra que iam vacina-la, era só ela ver eles, que já lembrava, que eles que a aplicavam aquela injeção odiosa. Mais era necessário.
Sim, minha casa, sempre tem visita de outros animais, pelo fato de termos várias árvores e resquícios de mata. Ou seja, foram 13 anos de sustos também, lembro que toda teimosia, ela saia do conforto da casinha dela, e ia ver o que acontecia por toda extensão da varanda, igual meu pai, porque ela num fica quietinha, ela caça! E é verdade, ela caçava, ela achou debaixo da caixa d’água, escondido um ouriço caixeiro, e adivinha, doía mais em mim do que nela com certeza tirar cada espinho do corpinho dela, a deitei no meu colo, e chorava junto com ela, a cada um que arrancava.
Mais tenho certeza mais que absoluta, que isso tudo, era para nos proteger. Para cuidar do lar que era dela, e nosso.
Mais esse ano, ela que estava bem, como dizia a veterinária, foi acometida de um câncer e não suportou, veio a falecer no dia 08 de março, 4 dias após meu aniversário e dia internacional da mulher. Esse ano, meus amigos e familiares sabem, eu não comemorei aniversário, muito menos viajei no carnaval, eu fiquei com ela, porque foi uma semana de sofrimento.
Depois disso, depois de muito choro por todos lá de casa, passou 1 mês mais ou menos, numa noite, uma cadelinha vira-lata, com um olhar de piedade (acho que todos tem), estava na porta da minha casa, passando a patinha, uma patinha gordinha, eu e meu irmão, buscamos o resto de ração que havia da Kelly, e água, demos a ela. Nossa mãe, pensando que aquele filhote poderia ser de alguém, não deixou a gente coloca-lo para dentro, e assim que ela se alimentou foi embora.
Acordamos, e ela estava deitadinha na porta de casa. Olhou pra gente despreguiçou e a gente já pegou no colo e colocou para dentro de casa.
Quem resiste.

Pretinha, e sua preguiça, nunca vi! (risos) Dorme toda gostosa.

A gente brinca, que ela aprendeu a fazer língua para a foto.
( E sim, alguns dizem que ela lembra a Kelly, mais não, cada uma tem seu jeitinho de ser.)

Parece uma benção, uma dádiva de Deus mesmo. Depois de ter sofrido, com uma perda dolorida da nossa Kelly, chega a nos do nada, um animalzinho de rua, e que tem todo carinho do mundo gente. Falo com vocês de coração, ela é extremamente amável, é sem lógica.
E tem mais, ela sabe fazer truques, e a gente morre de rir com ela, ela sonha demais, daí tá deitada dormindo, e começa a resmungar e a rodopiar, acorda assusta e nos olha com aqueles olhinhos de amor. Uma preguiça só.
O nome dela, que deu foi meu irmão, mais de certo modo, é uma homenagem a Kelly, a qual eu cantava carinhosamente uma música do Seu Jorge: “Pretinha hummm... faço tudo pelo bem do nosso amor, faço tudo por você meu bem.”
E hoje, já são quase 7 meses que a Pretinha está em nosso lar.
Penso que se ela estivesse nas ruas não teria a mesma sorte de ser amada e sentir o que é ter a barriguinha cheia todos os dias, e principalmente, poder nos dar momentos de alegria e paz.
Agradeço a estes seres de amor, por terem e estarem em nossa vida!
Então, se você pode, se você tem como, adote um Animal! Seja gato, cachorro, periquito, coelho, não interessa. Todo ser merece respeito e amor. 

Um abraço a todos que tiraram um tempinho para ler meu texto e refletir, sobre a importância dos animais, dos seres ... Obrigada.

Lorena Freitas

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